Eugénio de Andrade

Ayer, 13 de junio de 2005, murió Eugénio de Andrade, poeta.

Os dejo un poema de enorme urgencia.

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

Yo no sé ustedes, pero me quedo con la urgencia de destruir ciertas palabras, algunos lamentos y muchas espadas.